A história de tudo...

Foto de longa exposição feita em abril de 2012 em Ashland, Nebrasca.

Ah, a Ciência. Parafraseando o físico americano Brian Greene, de nosso ponto solitário no Cosmos, nós conseguimos olhar para os primeiros segundos após a origem de tudo, apenas com o nosso conhecimento. Quando eu imagino o quão longe estamos indo com o nosso conhecimento acerca do Universo e de sua própria origem[1] mais admiro a capacidade humana e fico cada vez mais aborrecido com as péssimas atitudes tomadas por essa mesma espécie, que se auto denomina "Homo sapiens"[2].

Entender os principais eventos científicos desde a sua origem é um trabalho longo e exige um certo tempo para absorver a informação. O blog, em sua primeira série voltada para a interwebs, fez o Calendário Cósmico. Nessa série, eu conto todos os principais eventos da Universo, desde a sua origem até o presente, durante um ano todo. Diversas postagens explicaram o desenvolvimento estelar, da Terra e da evolução dos organismos vivos. Você pode ver todas as postagens na página especial da série aqui no blog mesmo, abaixo da imagem de título, ou, clique aqui!

Entretanto, David Christian conseguiu resumir 13,7 bilhões de anos de história em meros 18 minutos. Ele é historiador e tem um projeto chamado Big History onde, através de uma abordagem multidisciplinar, consegue contar toda a história conhecida pela Ciência.

Vale a pena parar por menos de 20 minutinhos e apreciar o excelente trabalho feito por ele, que envolve bonitos infográficos e uma abordagem simples sobre a história da vida, do universo e tudo mais.

Alguns comentários estavam sendo feitos a respeito da falta de sincronia da legenda. Também enfrentei esse problema. Uma alternativa é dar F5 na página ou retroceder alguns poucos segundos de modo a forçar a sincronização. Alguns leitores que acompanham por RSS ou por e-mail pode apresentar problemas para abrir o vídeo. Clique aqui para assistir.

Apenas gostaria de salientar que achei a abordagem evolutiva apresentada por ele muito genecêntrica. O que isso significa? Para ele (não sei se por querer poupar tempo ele se valeu desse tipo de abordagem, apenas) o fator determinante para a evolução é a mutação no DNA, com mudanças nas letras que compõem a química da dupla hélice. E isso não representa a realidade. Hoje sabemos que outros fatores são cruciais para que a evolução ocorra do modo como a vemos. Carlos Orsi, em uma postagem em seu blog, conta um exemplo simples mostrando que a genética não é tudo: as tartarugas que ocasionalmente se enroscam em argolas de plásticos e acabam crescendo deformadas. São os genes os responsáveis pela morfologia do animal, mas a sua deformação se veio de uma pressão do ambiente (no caso, o plástico). Entretanto, os genes vão responder a pressão do ambiente, dando a característica anômala ao animal. Ou seja, a deformidade é de origem genética ou ambiental? Obviamente é uma interação de ambas.

Dar à Evolução um ar puramente genético não condiz com as observações atuais. Mas a visão que ele apresenta sobre a origem do Universo e os dados que ele apresenta são muito bacanas e merecem atenção. =D

Informações extras:
[1]: sim, sei que ainda estamos engatinhando em relação a isso. Mas lembre-se que cerca de 100 anos atrás, achávamos que o Universo fosse único, imutável e que a nossa galáxia fosse a única existente. Com o avanço tecnológico e científico, o Universo ficou imenso, mutável e com bilhões de galáxias.

[2]: nosso nome científico, o nome da nossa espécie foi dado por Lineu em seus trabalhos sobre a classificação da espécies. A escolha do latim (ou latinização das palavras) é sensata pelo motivo de ser uma língua 'morta'. Ou seja, não se utiliza mais essa língua em documentos e pelo povo, sendo assim, se torna algo conhecido internacionalmente e não favorece os povos de uma língua ou outra (embora o Vaticano, como Estado, ainda use o latim como língua oficial). Em latim, Homo sapiens designa o gênero Homo (latim para homem, humano) e o epíteto de espécie sapiens que, em latim, é sábio.

Imagem por *billyunderscorebwa em seu deviantART. Vi o vídeo originalmente em Alimente o Cérebro.

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