Feliz 2016!

Fogos em Kuta, Bali, na Indonésia.

Chega aquela época do ano em que me encontro na casa dos meus pais, curtindo uns dias de descanso[1], em que me encontro na frente do computador pensando em coisas para escrever. Confesso que nessas horas fico com uma pontinha de inveja de alguns amigos, também divulgadores de ciência, que possuem uma incrível facilidade em escrever sobre qualquer coisa. Enfim, são coisas da vida.

Para muita gente, o ano de 2015 não deixará saudades. No Brasil, sobretudo, as mudanças políticas e econômicas foram marcantes, sendo facilmente visível a insatisfação da população nas redes sociais. Vimos uma continuação de debates rasos (outros nem tanto) vindos de partidários do governo atual, como também de quem se mostra insatisfeito com o andar das coisas no país. Vimos um levante que culminou na abertura do processo de Impeachment da Presidente Dilma Rousseff, feito esse nunca visto desde os anos 90 no país. Igualmente importante, as ações da Polícia Federal na mais famosa operação do momento, a Lava-Jato, está redesenhando o cenário político nacional, com impacto tanto para os governistas como para a oposição.

A crise econômica fez governos estaduais e federal reverem certas políticas de repasse de verbas. Infelizmente a Educação foi uma das afetadas. Dinheiro destinados a programas de Graduação e Pós-Graduação sofreram duras reduções, o que torna incerto o futuro de diversos pós-graduandos que dependem do dinheiro de bolsas para sobreviver e tocar seus projetos. Projetos sendo rejeitados por simplesmente não ter dinheiro é uma realidade que está voltando ao país, após anos de crescimento no repasse de dinheiro.

Sim, me incluo nesse grupo.

Provavelmente 2016 será mais um ano em que a política e os jogos econômicos estarão em pauta nos principais noticiários do país e nos dedos das atualizações de status no Facebook. O público interessado em ciências ainda verão notícias sobre avanços científicos e tecnológicos, principalmente internacionais. No país, acredito que o vírus zika e sua relação com microcefalia se torne um dos principais assuntos da ciência nacional, principalmente nos primeiros meses do ano. Outros assuntos provavelmente estarão atrelados à política, desde o corte de verbas para a ciência como em relação à Justica, como a liberação ou não de substâncias diversas, como a fosfoetanolamina, onde o assunto não morreu em 2015.

Entretanto, talvez o assunto mais falado desse ano será as Olimpíadas, um dos maiores eventos de logística do mundo em época de paz[2], que ocorrerão no meio do ano no Rio de Janeiro. Atletas do mundo todo virão para o Brasil disputar mais de 40 modalidades esportivas. Será que o Brasil verá alguma nova doença aterrissar em solo devido ao fluxo de pessoas que virão para assistir os jogos? Acredita-se que a Copa do Mundo permitiu a entrada do zika ao país, vindo de pessoas oriundas de países onde o vírus circulava. Esperamos que isso não ocorra, mas seria importante as autoridades de saúde aumentarem a fiscalização nesse período.

Apesar dos problemas, o povo brasileiro é conhecido por sempre estampar um sorriso franco no rosto. Com esse pensamento em mente, desejo a todos um ótimo 2016, cheio de realizações e desafios (não tão desafiadores assim, mas aqueles que ajudam a por um gás na vida) para deixarmos o estranho ano de 2015 para trás. Vamos fazer de 2016 um ano melhor!

Bora?

Rodapé:
[1]: mais ou menos, já que os fantasmas da pós-graduação insistem em me seguir até aqui.

[2]: paz = Estados Unidos e/ou Europa estarem de boa.

Imagem por SaiogaMan em seu deviantART.

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