Crescimento populacional

Já somos muitos na Terra. Ainda conseguimos crescer mais. Mas a Terra suportaria tanta gente?

Não dá para negar o fato de que nós humanos somos, como espécie, um sucesso evolutivo[1]. Saindo de uma pequeníssima população de hominídeos que resolveu explorar terras além daquelas conhecidas por infindáveis gerações que a precederam, hoje somos uma espécie que domina (ou pelo menos chegou) todos os ambientes conhecidos, explora o fundo do mar e o céus acima de suas cabeças. Não surpreende que tenhamos alcançado mais de 7 bilhões de pessoas vivas[2].

Apesar dessa quantidade colossal de gente, nem sempre fomos tão numerosos assim. Desde a origem de nossa espécie (por volta de 200 mil anos atrás), a primeira marca de 1 bilhão de pessoas só foi alcançada no começo dos anos 1800. Nos últimos 200 anos, crescemos em número como nunca se vira antes. A melhora na qualidade de vida, a crescente taxa de expectativa de vida e a redução na taxa de mortalidade infantil que foram conquistados graças ao melhor entendimento da origem de diversas doenças e como combate-las, além do crescente acesso ao alimento e a sistemas de tratamento de água e esgoto, permitiram alcançarmos essa marca que considero bastante impressionante.

O vídeo abaixo, feito pela Museu Americano de História Natural, ilustra todo o processo de crescimento da humanidade, desde a nossa saída da África, quando não passávamos de menos de um milhão de pessoas vagando pelo mundo, à superpopulação atual, com as incríveis projeções para o ano 2100. Apesar de estar em inglês, é de fácil compreensão pelas ilustrações que ele contém.


É interessante observar que alguns eventos históricos são lembrados por contribuírem com o crescimento populacional: o surgimento do islã no Oriente Médio, passando pelo Rota da Seda árabe e a descoberta das Américas com a vinda da escravidão. Vale observar um dos poucos momentos em que a população humana regrediu, que ocorreu na Idade Média com, talvez, a mais conhecida epidemia da história: a peste negra[3].

Antes de finalizar, vale a pena lembrar que estamos em outras redes sociais. No Facebook, além das publicações que saem aqui no blog, notícias importantes relacionados à ciência, saúde e educação de sites e blogs amigos, além de vídeos interessantes e GIFs engraçadinhos (ninguém é de ferro, né?) são publicados diariamente em nossa página. Curta-nos! 👍


Além disso estamos na rede do passarinho azul (aka Twitter) e na rede dos filtros bacanas (Instagram): basta seguir @nano_macro nas duas redes.

Rodapé:
[1]: deixo 'espécie' como evidência pois do ponto de vista social não somos lá grande coisa. As vezes as formigas são melhores que nós nesse quesito.

[2]: de acordo com o Censo dos Estados Unidos, estamos alcançando a marca de 7,4 bilhões de pessoas. Veja o contador aqui.

[3]: falei sobre essa doença, contexto histórico e casos atuais em uma postagem da série especial no blog sobre 'O que sabemos?'. Vale a pena a leitura.

Imagem que abre a publicação por Alon-O no DeviantArt.

Nenhum comentário:

Postar um comentário