A estrela de Belém...

Sim, já estamos em dezembro e o Natal é o assunto do momento...

"Pode esperar. Tão inevitáveis quanto os papais noéis de shoppings em dezembro são reportagens sobre o “mistério” da Estrela de Belém, astro que teria guiado os magos do Oriente ao menino Jesus. O mistério é fundado num mal-entendido: vários estudiosos do texto bíblico apontam que a estrela é apenas uma metáfora."

Como não pode deixar de ser, chega essa época e recomendo excelentes postagens de blogueiros amigos sobre o assunto que domina o mês: o Natal.

A estrela de Belém é um daqueles registros bíblicos intimamente relacionados com a crença antiga (ou atual? Astrologia, estamos falando de você[1]) de que os eventos na Terra são consequências diretas da influencia dos astros. Deixo com vocês, uma breve passagem bíblica:

"Perguntaram eles [os reis magos para Herodes]: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo" (Mt, 2:2).

Os eventos celestes interferindo na vida humana na Terra perpetuam até hoje no imaginário popular. A maior parte de revistas e jornais ainda relatam a influência dos astros nas pessoas (seja no emprego, no amor e escolher a cor da roupa). Entretanto, antigamente, os astrólogos e magos (hum, magos, que interessante, não?) observavam as estrelas afim de manter informada a realeza sobre a vinda de alguma praga, ou o nascimento de um novo rei ou, ainda, a queda do reino em si.

Durante o tempo, alguns pesquisadores começaram a verificar se algum evento astronômico estava relacionado com a tal estrela. O famoso astrônomo Johannes Kepler (considerado o último astrólogo e o primeiro astrônomo) detectou em seus cálculos que ocorra uma conjunção (quando os corpos aparentemente estão próximos um do outro, mas na realidade não estão. É apenas uma ilusão causada por nossa posição aqui na Terra) entre Júpiter e Saturno perto de 7 AeC. Entretanto cálculos modernos mostram que a conjunção não foi exatamente uma do lado da outra (ou seja, era possível distinguir dos pontos isolados no céu ao invés de apenas um). Outras ideias como cometas e supernovas foram apontadas, mas nada confirmado.

A ideia de que Orsi apresenta no texto pode impressionar os mais crentes e parecer a mesma conversa de sempre para os que sabem do assunto, mas considero a leitura essencial para manter aquela conversa rápida com um "conhecido desconhecido". Aquele cara/moça que você encontra sempre no ponto de ônibus ou no elevador mas não sabe mais nada sobre ela.

Clique aqui para ver o restante da matéria.

Informações extras:
[1]: embora existam diferenças gritantes, muitas pessoas confundem astronomia com astrologia e sempre é importante relembrar os amigos dessas diferenças. A astronomia é a ciência que estuda os eventos no universo (é dividida em várias áreas do conhecimento responsáveis por entender uma coisa de cada vez, como a astrofísica, a cosmologia e evolução estelar). É essa ciência que permite mandar as coisas para o espaço e entender que o Sol é feito de uma composição de diversos elementos. Já a astrologia é uma pseudociência. No passado era considerada como o estudo científico do céu e de tudo que o contém e o impacto que a posição dos corpos celestes tinham na vida humana. Hoje, a astrologia não consegue passar em testes rígidos sobre sua eficácia. Ou seja, se você crê que a astrologia tem resposta para sua vida, sinto-lhe desapontar...

A citação bíblica foi obtida em BibliaOnLine, versão católica em português. Imagem por Ptiteouch em seu deviantART.

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