A Arte do Exagero

 

São cerca de 25 mil anos que as separam e os motivos continuam os mesmos...

O que a simpática Silvia Saint tem em comum com esse pedaço de pedra calcária de 11 cm de altura? Desconsidere o fato de estarmos falando de uma das atrizes pornôs mais bem pagas da história e de que a Vênus de Willendorf (nome da pequena estátua) valha apenas US$ 60 milhões de dólares.

Bom, talvez seja uma tarefa um tanto difícil para um homem pois algo está meio que tirando sua atenção. Bom então eu vou ajudar: pelo menos compare esse ‘algo que está tirando a atenção’ com da estátua. Para quem ainda não entendeu eu estou falando dos seios. Tanto Silvia Saint quanto da Vênus de Willendorf tem seios proeminentes. Embora não possa por uma imagem para comparar, a Vênus tem uma genitália exposta.

Mas por que estou comparando a Saint que possivelmente foi tratada tanto no bisturi como no computador (leia-se Photoshop) com um pedaço de pedra que era carregado pelos nômades humanos há cerca de 25 mil anos atrás na Europa?

Ativando um olhar mais crítico percebemos que a Vênus de Willendorf possui, além dos seios e genitália proeminentes, uma barriga um tanto avantajada. O interessante é que os nômades, ao concebe-la, ignoraram quase por completo braços e até mesmo sua cabeça, que estão discretamente moldados. Por que o exagero de algumas coisas e omissão de outras? Talvez a resposta esteja na boa e velha reprodução.

O que foram exagerados na estátua não foram coisas sem sentido: seios e genitália, que na maioria dos povos representa a fertilidade. E até mesmo a barriga foi bem exagerada. Ao contrário de hoje que valorizamos pessoas magras, a maior parte de nossa História a situação era outra: conseguir comida era uma tarefa complicada às vezes e quem tinha mais gordura no corpo conseguia se manter vivo por mais tempo. E essa reserva de energia era muito importante principalmente nessa época, em que a Europa estava se despedindo de uma era Glacial e o clima estava bem instável.

Talvez os povos antigos que criaram a Vênus tendiam a exagerar as coisas importantes para que, quando fossem cada fez mais almejadas, cada vez mais desejadas. A reprodução é considerada algo importante não apenas para nossa espécie, mas para toda a vida na Terra. A reprodução é tema chave em quase todas as culturas na Terra, sendo criados ritos e cerimônias do acontecimento. Por ser um elemento chave, essas partes foram exageradas na pequena Vênus.

E isso acaba voltando para a atriz de mais de 260 filmes eróticos Silvia Saint. Se a arte de exagerar as coisas consideradas importantes é algo primitivo e q eu não dá mais para “lograr” as pessoas com estatuazinhas está redondamente enganado. A cada ano gastamos mais e mais com cirurgias plásticas e maquiagens. Sem falar que atualmente o melhor amigo dos editores de fotos em revistas como a Playboy é o Photoshop.

A arte de exagerar coisas importantes nunca nos deixou. Talvez em algumas épocas ou civilizações ela tenha ficado um pouco mascarado ou até mesmo tendo focado em coisas menos evidentes do que a reprodução. Veja as estátuas gregas que tinham representações humanas mais que perfeitas ou artistas modernistas que exageravam nas cores ou nas formas para chamara a atenção. Cada época e cada civilização tem um foco principal para o seu exagero, que acaba sendo expresso na arte, independente se é uma modelo pseudo-realista da Playboy ou a estátua trabalhada que não deixa de ser tão real assim.

A imagem do post é uma montagem com imagens divulgadas em La Voz Libre e Wikipédia. Com informações de Wikipédia (1) e (2).

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