[atualização] Ebola (parte 2)


Primeira postagem temática:

Segunda postagem temática:

Link permanente para essa atualização:

Em julho de 2014 publiquei, aqui no blog, uma postagem entitulada 'O que sabemos sobre o ebola?'. Logo em seguida, em meio a diversas novas notícias sobre casos e tratamentos experimentais, publiquei uma postagem dedicada exclusivamente a atualizações. Infelizmente as notícias sobre o aumento do número de casos, tanto na África como fora dela estão ocorrendo quase que diariamente.

Para evitar termos uma postagem maior do que já está, essa parte 2 da atualização é uma continuação da postagem anterior sobre o assunto. As postagens que iniciam com a bandeira brasileira indicam notícias sobre o ebola (medidas preventivas, casos suspeitos e outros) no Brasil.

O último boletim (04/11/2015, dados até 01/11) registra 28.607 casos e 11.314 mortes causados pelo ebola. Veja aqui.

* * * 

*103, 15/01/16, 13h: menos de um dia após a OMS declarar o fim do surto de ebola na África, a doença re-emerge em Serra Leoa, com resultado positivo para uma moça de 22 anos que morreu em Magburaka, após ficar doente em Baomoi Luma, próximo da fronteira com Guiné. A OMS havia dito na nota de ontem (atualização *102) a importância de continuar os trabalhos de vigilância. O último caso da doença no país ocorrera em 7 de novembro de 2015 e o país ainda estava passando pelo período de vigilância de 90 dias orientado pela OMS. A própria organização já considerava grande a possibilidade de casos isolados ocorrerem mesmo após o fim declarado do surto, visto que a doença ainda circula no meio silvestre e as pessoas podem ainda entrar em contato com o vírus. Veja mais aqui (em inglês).

Atualizações até o fim do surto, declarado pela OMS:
*102, 14/01/16, 10h: finalmente escrevo a atualização que mais estava aguardando: a OMS declarou hoje o fim do surto de ebola na Libéria. Por ser o último país afetado que estava no período de quarentena, a OMS informou também o fim do surto de ebola na África. Após 22 meses de muito sofrimento, ceifando mais de 11 mil pessoas, a doença entrou para a história causando comoção e ação rápida da comunidade científica internacional. Legiões de médicos ficaram na linha de frente ajudando os enfermos e cuidando dos corpos. Para a OMS agora é um período de vigilância, visto que o ebola ainda circula livremente no ciclo silvestre e costumes locais (como consumo de animais de caça) poderão trazer a doença de volta. Mas podemos comemorar o fim dessa doença, finalmente. A comunidade científica aprendeu muito sobre a doença e criou novos meios de contenção, que poderão ser usados no futuro, tanto para o ebola como para outras doenças de transmissão semelhantes. Espero não poder voltar a escrever atualizações sobre o reemergência de novos casos da doença e, com isso, considero que essa seja a última atualização que escrevo sobre o ebola no blog. Aprenda mais sobre a doença na postagem especial sobre o assunto 'O que sabemos?'. Veja aqui e aqui.

*101, 20/11/15, 18h: porta-voz da OMS declarou o registro do primeiro caso de ebola na Libéria depois de ter sido declarada livre da doença em setembro (atualização *97).. Um menino de 10 anos deu positivo para os testes. Ainda não se sabe como ele se infectou com o vírus. Parentes próximos do menino estão sob observação. Depois de ter sido estar livre da doença em setembro, o país passava por um período de vigilância de 90 dias. Mais informações aqui.

*100, 14/11/15, 13h: na centésima atualização sobre o ebola nas postagens dedicadas ao assunto aqui no blog, atualizamos a notícia sobre o caso suspeito, já descartado, do paciente brasileiro. Após voltar de Guiné, o paciente foi a um posto de saúde no bairro da Pampulha, em Belo Horizonte, Minas Gerais, com sintomas de febre. Após ser isolado e transferido para o Instituto Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, o primeiro exame de ebola (atualização *99) deu resultado negativo. Um exame para malária deu positivo, reforçando as suspeitas médicas. Um segundo exame, já feito, confirmou o resultado negativo para ebola. O paciente será levado novamente para Minas Gerais e será dado continuidade ao tratamento para malária. Veja aqui. E aprenda mais sobre o ebola na primeira postagem dedicada ao assunto e relembre as primeiras 50 notícias importantes, já publicadas aqui.

*99, 13/11/15, 19h: o Ministério da Saúde e o FioCruz liberaram uma nota ontem informando que o brasileiro suspeito de estar com ebola teve resultado negativo. Entretanto um novo exame será liberado, como protocolado pela OMS. Além disso, o exame para malária do paciente deu positivo, o que reforçou as suspeitas de alguns médicos. Veja aqui.

*98, 11/11/15, 15h: o Ministério da Saúde do Brasil está investigando um casos suspeito de ebola. O paciente foi recebido por uma unidade de saúde da capital mineira, Belo Horizonte. O paciente chegou recentemente de Guiné, o único país que ainda não resolveu o problema sanitário. Tanto o paciente como os funcionários que entraram em contato estão sob observação. O paciente será levado para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, com o auxílio da FAB (Força Aérea Brasileira). Resultado de exames poderão ser liberados ainda essa semana e essa postagem será atualizada. Veja aqui e aqui.

*97, 07/11/15, 14h: após 42 dias sem registro de novos casos da doença, a OMS declarou hoje (data dessa atualização) que Serra Leoa está livre do surto de ebola. A Libéria também foi declarada livre da doença em Setembro e está atravessando um período de 90 dias de vigilância, algo que ocorrerá também com Serra Leoa. Apenas Guiné, que teve casos recentes ainda não entrou na lista. Com isso, as chances da doença acabar ainda esse ano é alta. Veja aqui.

*96, 16/10/15, 14h: essa está sendo a segunda semana consecutiva sem registros de novos casos de ebola, de acordo com o OMS. Veja o boletim aqui. E um estudo publicado essa semana aponta que o sêmen de homens sobreviventes da doença ainda apresentam a presença de ebola mesmo após nove meses de serem considerados curados. O exame detectou a presença do RNA viral na amostras de homens de diversos períodos de tempo de cura. Especialistas acreditam que surtos esporádicos podem ocorrer devido ao longo período de tempo que o vírus é encontrado no sêmen e a possibilidade de ocorrer transmissão sexual, como demostrando em um outro artigo publicado na mesma revista. Aconselha-se aos moradores de área de risco do ebola ou pessoas que terão relações com homens a usarem preservativo para evitar esta e outras doenças. Veja o artigo sobre o assunto publicado na New England Journal of Medicine (em inglês), aqui.

*95, 23/08/15, 14h: cerca de 13 mil sobreviventes do ebola estão sofrendo com problemas de saúde, principalmente problemas de visão e dores nas articulações. Aproximadamente 25% dos pacientes que retornam para consultas após terem se curado do ebola trazem reclamações sobre a visão. Alguns desses pacientes correm o risco de ficarem cegos se não tratados a tempo. E metade dos sobreviventes poderão ter dores nas articulações que poderão se estender por muito tempo. Como esse surto de ebola foi o maior já registrado, uma equipe de pesquisadores irão acompanhar mais de seis mil sobreviventes pelos próximos anos, afim de aprender mais sobre a doença. Veja aqui.

*94, 01/08/15, 19h: foi anunciado ontem, e publicado na revista The Lancet, os resultados do teste da vacina para o ebola, executado em Guiné, durante o atual surto. A vacina, que teve 100% de eficácia foi aplicada nos mesmos moldes que a vacina que erradicou a varíola na década de 70. A princípio, a vacina seria usada em pessoas de alto risco, como os profissionais envolvido no tratamento aos enfermos. Veja aqui (em inglês).

*93, 01/07/15, 18h: foi confirmado ontem, dia 30 de junho o primeiro caso de ebola na Libéria depois que o país foi declarado livre da doença em 09 de maio (atualização *91*). O paciente foi identificado com ebola antes de sua morte e pessoas próximas e que tiveram contato com o paciente estão em quarentena. Veja aqui.

*92, 26/06/15, 14h: Powel Kazanji, professor infectologista da Universidade de Michigan acredita que a peste de Atenas que ocorreu em 430 AeC, relatado pela primeira vez por Tucídides, não tenha sido causado por tifo, como se acreditava até então, mas um surto de ebola levado por ratos na Grécia Antiga. O surto matou quase 5 mil soldados, dando baixas de quase 1/3 das tropas na época. Entretanto, o diagnóstico se dá apenas pelos registros dos sintomas e não restou nenhum resquício biológico o suficiente para uma análise mais profunda. Veja aqui.

*91, 09/05/15, 14h: a OMS informou hoje, dia dessa atualização, que a Libéria está livre do ebola. Um dos países mais afetados pela doença passou os últimos 42 dias sem novas notificações da doença (último paciente morreu dia 27 de março). Para a organização, o país é livre da doença depois de 21 dias de observação sem novos casos (período máximo em que o vírus pode ficar incubado no indivíduo antes de apresentar os sintomas). Após esse período, dobra-se o tempo; sem novas notificações em mais 21 dias, o país é declarado livre da doença. Agora aumenta-se a vigilância para evitar que os países vizinhos, Guiné e Serra Leoa, que ainda apresentam casos da doença, reintroduzam o vírus. Veja a nota da OMS aqui e outra notícia aqui.

*90, 08/05/15, 16h: saiu hoje a notícia de um médico americano que teve a cor de seus olhos alterada devido ao ebola. O médico Ian Crozier contraiu a doença em outubro de 2014, mas foi curado. Entretanto, em dezembro do mesmo ano, ele teve uma inflamação no olho e, após o tratamento, constataram que o olho do médico havia alterado de azul para verde. Na África há relatos de surdez e cegueira em alguns pacientes após contraírem e se curarem do ebola, mas não há estudos que mostrem essa associação. Veja aqui.

*89, 24/04/2015, 14h [veja nota no fim dessa atualização *89*]: os cientistas sabiam que o vírus causador do ebola poderia ser encontrado no sêmen de homens depois de três meses da cura. Entretanto, o paciente da Libéria apresentou o vírus após seis meses da cura, o dobro de tempo. Até então, a recomendação de proteção de barreira (como a camisinha) para homens curados era de três meses, devido ao estudo antigo. Aqui. E uma técnica nova de biologia molecular desenvolvida por japoneses promete diagnosticar laboratorialmente o vírus presente na amostra de sangue dos pacientes em 12 minutos. A técnica, que pode funcionar a baterias, promete agilizar o diagnóstico e início do tratamento, assim como é mais barato que os métodos tradicionais. Veja aqui. E a OMS ainda mantém o ebola como emergência de alcance mundial. Apesar do número de casos estar caindo, ainda não é o momento para diminuir as medidas de dispersão e controle, que estão funcionando. Além disso, a organização disse que reconhece suas falhas no controle da doença, que agiu tarde mais, ceifando milhares de vidas. Veja aqui e aqui. Na mundo farmacêutico, vacinas serão distribuídas entre os agentes de saúde em Serra Leoa. Testes clínicos mostraram boa efetividade da vacina e espera-se que os resultados se repitam nos humanos. Os agentes serão acompanhados. E uma outra vacina, de dose única, está sendo desenvolvida na Universidade do Texas. Vacinas de dose única são mais fáceis de serem administradas na população, que muitas vezes se recusam a serem vacinados mais de uma vez. Aqui e aqui. Finalizando com uma notícia de uma doença ainda não identificada na Nigéria que já matou 17 pessoas. Os sintomas de dor de cabeça, perda de consciência e de visão avançam rapidamente, matando a vítima em 24 horas. Testes não indicaram a presença de ebola. Veja aqui, aqui e aqui.
[nota]: peço desculpas aos leitores do blog pela longa pausa nas atualizações dessa postagem sobre o ebola. Atividades da pós-graduação e da pesquisa me impediram ficar sentado lendo e atualizando postagens do jeito que gostaria. Ultimamente a mídia não tem noticiado sobre o ebola tanto quanto antes (a notícia está fria), o que reduz minhas fontes de pesquisa por material atualizado, dificultando um pouco o trabalho. Entretanto, tentarei manter ao menos os dados fornecidos pela OMS acerca da doença no gráfico que sempre ficará no topo das atualizações.

*88, 05/03/2015, 13h: autoridades da Libéria anunciaram que não há mais doentes internados com ebola no país. Beatrice Yordoldo foi a última paciente a deixar o centro de tratamento montado por uma equipe de médicos chineses, na data dessa atualização. É a primeira vez desde maio que é registrado esse dado no país. Veja aqui. Infelizmente, Guiné e Serra Leoa apresentaram um aumento de novos casos, com 132 novas infecções (34 a mais que contabilizado na semana anterior). Quase 10 mil pessoas já morreram vítimas da doença. Aqui.

*87, 01/03/2015, 15h: o presidente de Serra Leoa aumentou algumas restrições de circulação após o aumento de casos da doença (depois de uma queda no número de casos nos países afetados nas semanas anteriores a essa atualização). O guarda-costa do vice-presidente do país morreu vítima da doença. Assim, como medida de prevenção, o vice se colocou em quarentena e aguarda o resultado dos exames de sangue. Veja aqui.

*86, 06/02/2015, 15h: o Fundo Monetário Internacional, o FMI, anunciou essa semana que perdoará a dívida dos três países africanos afetados pela doença, totalizando cerca de US$ 100 milhões de dólares. Sem se preocupar com a dívida, o dinheiro interno poderá ser usado para conter e tratar os doentes. Veja aqui.

*85, 05/02/2015, 13h: após um período de baixa de casos semanais de ebola na África, a OMS registrou um novo aumento de casos na última semana. Onze novos casos teriam ocorrido devido a um enterro de um morto pela doença, em Guiné. Mais aqui. E, começou nesse mês os primeiros testes com vacinas experimentais contra o ebola na Libéria. As vacinas ChAd3 e rVSV-ZEBOV tiveram uma boa eficácia em proteger as cobaias contra o vírus em laboratório. O teste será conduzido com cerca de 600 pacientes de um hospital na Libéria. Mais aqui.

*84, 19/01/2015, 19h: as Nações Unidas e o governo de Mali anunciaram ontem (dia 18) que o país está livre de ebola. Essa notícia é dada após 42 dias sem notificações de novos casos da doença no país. A primeira notícia da doença no país foi de uma menina de Guiné que contraiu a doença no país de origem e acabou morrendo em Mali (atualização *60*). Veja aqui.

*83, 12/01/2015, 13h: o distrito Pujehun, um dos primeiros de Serra Leoa a apresentar pacientes com ebola acabou sendo o primeiro do país livre de ebola. Não há nenhuma nova notificação da doença após 42 dias com o último caso, dia 26 de novembro de 2014. O distrito apresentou 31 casos com 24 mortes. A notícia é bem-vinda pois os trabalhos médicos estão sendo positivos e a Serra Leoa é o que mais apresenta casos da doença, com quase 3 mil mortes (boletim do dia 07 de janeiro de 2015). Veja aqui.

*82, 08/01/2015, 13h: o Vaticano anunciou que irá destinar 3 millhões de EUR (mais de R$ 9,5 milhões de reais) para ajudar a combater o ebola nos três países africanos mais afetados pela doença. A carta divulgada pelo Vaticano ainda pede que as instituições do mundo ajudem a combater a doença. Mais aqui.E 382 agentes de saúde morreram devido ao ebola até dezembro de 2014. Esses profissionais ficavam na linha de frente, atendendo e socorrendo as vítimas nos países afetados. No total, 678 profissionais forma infectados desde o início dos trabalhos no ano começo do ano passado. Aqui.

*81, 31/12/2014, 22h: no último boletim do ano da Organização Mundial da Saúde, o ano fecha batendo o recordo de mais de 20 mil caso de ebola. No total, 20.206 casos foram registrados desde o começo da contagem dos casos, em março, com 7.905 mortes. O pior surto de ebola desde a sua descoberta nos anos 70 tem causado grande impacto e comoção em todo o mundo. Espera-se que, com o trabalho maciço dos médicos na linha de frente de combate a doença, em 2015 a doença recue e não infecte novos indivíduos. Veja aqui.

*80, 28/12/2014, 15h: o governo de Serra Leoa decretou, desde o dia 25, o isolamento da região norte do país. A manobra visa conter a propagação da doença nesse período final do ano. O país é o mais atingido pela doença (embora apresente menos mortes que a Libéria). Aqui.

*79, 16/12/2014, 13h: a Comissão das Nações Unidas para a África pediu, em um relatório divulgado no começo da semana pedindo que os três principais países afetados pela doença (Guiné, Serra Leoa e Libéria) tenham suas dívidas externas canceladas. Essa manobra aliviaria os países e ajudaria na recuperação econômica. O Banco Mundial já havia alertado (atualização *75*) que o PIB dos países afetados teria uma redução de até 2% devido ao medo que a doença provocou no mercado internacional. Veja aqui.

*78, 14/12/2014, 20h: o governo de Serra Leoa proibiu qualquer tipo de cerimônia ou festa pública nas comemorações de Natal e Ano Novo no país devido ao ebola. A medida visa evitar a propagação da doença, que pode ser transmitido pelo suor, por exemplo. Os militares estarão nas ruas para conter qualquer manifestação do tipo. Embora de maioria muçulmana, a população comemora datas cristãs de forma tradicional. Veja mais aqui. E a Libéria descartou a possibilidade de adiar as eleições no país por causa da doença. Veja aqui.

*77, 12/12/2014, 21h: a Time, conhecida revista americana, colocou médicos, enfermeiros, coveiros e outros profissionais que trabalharam (e ainda trabalham) no tratamento e combate ao ebola como personalidades do ano. O "Person of the Year" da Time reconhece homens, mulheres, grupos, ideias e coisas que influenciaram, seja positivo ou negativamente, o ano em questão. Mark Zuckeberg (fundador do Facebook), Barack Obama (presidente americano), Adolf Hitler (ditador nazista), os cientistas americanos (capa com Linus Pauling, químico ganhador do Nobel de Química e da Paz) e os baby boomers (geração que foi concebida pós Segunda Guerra Mundial) foram homenageados pela revista. Veja aqui. E o rei Abdullah da Arábia Saudita doou US$ 35 milhões de dólares no combate ao ebola nos países africanos. A medida visa controlar mais a transmissão da doença. Veja aqui.


*76, 05/12/2014, 13h: o canal Band apresentou ontem à noite um especial sobre o ebola. Ana Paula Padrão visitou Conacri, a capital de Guiné e mostrou o dia-a-dia da população que convive com o ebola e as ações dos MSF e Cruz Vermelha, além do tratamento dado aos corpos. A matéria ajuda a compreender um pouco mais sobre as dificuldades que as equipes enfrentam para parar a doença e evitar mais mortes. Questões culturais e, sobretudo, mitos acerca do ebola ajudam a piorar o quadro. É interessante notar que todos os equipamentos, roupas e produtos para consumo são limpos o tempo todo. A matéria está disponível no site da emissora na íntegra através desse link (não foi possível anexar o vídeo diretamente aqui).

*75, 03/12/2014, 17h: o Banco Mundial informou ontem que Serra Leoa e Guiné serão duramente afetados também na economia devido ao ebola. O PIB (Produto Interno Bruno) desses países poderão ter uma redução de até 2%. A instituição lembrou que esses países já sofrem com a pobreza inerente ao país e, sobretudo em Serra Leoa, a guerras civis que matam milhares todos os anos. O Banco Mundial acredita que a economia desses países melhore no próximo ano, em vista das ações em combate à doença que mostram tímidos mas promissores resultados. Veja aqui. E a Espanha está oficialmente livre do ebola, após o último caso em solo ter ocorrido há 42 dias atrás, sem notificação de novos casos. A auxiliar de enfermagem Teresa Romero foi internado no dia 06 de outubro após cuidar de um missionário infectado em trabalhos humanitários na África (citada na atualização *43*; o missionário foi citado primeiramente na atualização *8*. Reveja as primeiras 50 notícias importantes da doença aqui). Veja aqui.

*74, 29/11/2014, 20h: a OMS recomendou aos curados do ebola, sobretudo homens, a não terem relações sexuais (abstinência) ou, quando não possível, ter com uso de preservativos. Como já havíamos mostrado na postagem 'O que sabemos sobre o ebola?', o vírus pode ser encontrado no sêmen por até 3 meses após a cura do paciente. A prevenção ou abstinência ajudaria a evitar o contágio por essa via que já atacou mais de 15 mil pessoas. Veja mais aqui.

*73, 22/11/2014, 14h: a OMS declarou ontem o fim do surto de ebola na Rep. Dem. Congo. Os primeiros casos foram relatados ainda no fim de agosto (atualização *21*, 24/08). Ainda naquele mês (atualização *24*), foi detectado que o surto era local, ou seja, não tinha relação com o surto principal, que começara em Guiné no fim do ano passado, sendo alertado apenas em março pela OMS (veja essa postagem para aprender mais). Após o período de 42 dias sem registro de novos casos, o país está livre do surto da doença. Nigéria e Senegal também estão livres de doença (atualização *57*). Veja aqui.

*72, 21/11/2014, 14h: amostras de sangue que podem estar contaminadas com o vírus ebola foram roubadas durante o transporte em Guiné. Esse evento acabou reforçando os pedidos dos médicos de mais segurança não apenas para os médicos, mas para o material com alto risco biológico. Apelos feitos por rádio pedem que os assaltantes devolvam as amostras e, o mais importante, não entrem em contato direto com o sangue dos tubos. Veja mais aqui.

*71, 19/11/2014, 21h: o Instituto Butantan, referência em produção de vacinas e soros no país, está fechando um acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH, em inglês), para a fabricação de um soro no combate ao ebola. No projeto, apresentado pelo Jorge Kalil, diretor do Instituto, a proposta é imunizar cavalos com uma versão do vírus da raiva com proteínas do ebola, que são expressos na superfície do patógeno. O cavalo desenvolve uma resposta imune e, os anticorpos produzidos serão extraídos do soro do animal e usados para o tratamento em humanos. A proposta, que será fechada em breve entre as duas agências, promove troca de conhecimento e confidencialidade para o desenvolvimento do soro. O Butantan será responsável pelo desenvolvimento do soro e testes de toxicidade; o NIH irá desenvolver o teste em primatas não humanos, antes de passar a para fase com humanos. Veja mais aqui.

*70, 18/11/2014, 18h: médicos recomendam quem os internados com ebola consumam muito líquido, de preferência mais de 4 litros de líquido por dia. Um dos principais problemas relatados pelas equipes médicas é a grande perda de líquidos por pacientes. Na Libéria, pacientes chegavam a perder cinco litros por dia devido à diarreia. Reidratar os pacientes acaba sendo um desafio, visto que o vômito é um sintoma comum, sendo uma via de perda de líquidos também. O uso de anti-infamatórios, como paracetamol (princípio ativo do Tylenol®) e ácido acetilsalicílico (a Aspirina®) podem piorar os quadros de hemorragias, levando a mais mortes. Veja a notícia completa aqui. E cerca de 400 pessoas foram colocadas em vigilância por terem tido contato, em algum momento, com um guinéu que morreu vítima de ebola. Elas permanecerão sob vigilância até as autoridades de saúde terem certeza de que não contraíram o vírus. Veja aqui.

*69, 16/11/2014, 14h: o grupo Band Aid, que ficou conhecido no fim dos anos 80 por arrecadar dinheiro no combate à fome na Etiópia, reuniu diversos cantores atuais para gravar uma nova canção para arrecadar dinheiro na ajuda ao ebola. U2, One Direction, Ellie Goulding e outros cantores se reuniram ontem pela manhã em uma gravadora em Londres para a regravação do single "Do They Know It's Christmas?", que fora sucesso no passado. O single será vendido primeiramente na internet, na forma de download, por 1,2 EUR (Euro). Veja aqui.

*68, 15/11/2014, 18h: a Rep. Dem. Congo anunciou hoje, dia dessa atualização, o fim do surto em seu país. A notícia foi dada por Félix Kabange Numbi, ministro da saúde do Congo. Veja mais aqui. E a Libéria, um dos países mais afetados pela doença até então, decidiu não estender o estado de emergência, decretado em agosto. A medida foi tomado pelo presidente do país, Ellen Johnson Sirleaf, na última quinta-feira [dia 13]. Veja aqui.

*67, 07/11/2014, 14h: o Facebook iniciou uma campanha de doação para o combate ao ebola (na imagem). As doações serão direcionadas para ONGs que trabalham na África. O Facebook fornece mais informações sobre o assunto. E a OMS atualizou os números do ebola no último boletim, no dia 05, e o número de casos e mortes foram reduzidos, quando comparado com o boletim anterior (dia 29). O número de casos caiu de 13703 para 13042 e de mortes caiu de 4922 para 4818. Veja o boletim.


*66, 01/11/2014, 14h: o Brasil passará a medir a temperatura de todos os viajantes que estão vindo de países com ebola. A medida passou a valer a partir da madrugada de ontem (dia 31/10) no aeroporto de Guarulhos. Os passageiros irão responder um questionário médico ao desembarcarem no Brasil. O ministro da saúde Jarbas Barbosa espera que até o fim de novembro, todos os aeroportos internacionais que recebem voos vindos de Guiné, Serra Leoa e Libéria adotem os procedimentos. De cada 40 mil que desembarcam no terminal de Guarulhos, um é passageiro que veio dos países listados. Veja mais informações aqui.

*65, 01/11/2014, 14h: o Canadá suspendeu vistos para pessoas que estiveram ou querem ir para os países afetados pelo ebola. O Canadá teve alguns alarmes falsos sobre a doença, mas nenhum caso positivo até o momento. A medida é um meio de evitar a entrada do vírus do país. Como visto na atualização *63*, a Austrália está também negando vistos de/para esses países, uma atitude que foi criticada pelos órgãos de direitos humanos. Veja mais aqui. E um dos sindicatos de enfermeiros mais importante dos EUA, o California Nurses Association, associado ao National Nurses United está convocando uma greve da categoria para a segunda semana de novembro, pedindo as autoridades mais proteção para os trabalhadores devido ao ebola. As enfermeiras Amber Vinson (atualização *53*)  e Nina Pham (atualização *48*) contraíram o vírus durante os trabalhos de cuidado com o paciente zero (dos EUA) Thomas Duncan. Duncan acabou morrendo (atualizações *41* e *45*) e as duas enfermeiras foram curadas. Veja mais aqui e aqui. E Mali, país africano que teve um caso com morte por ebola de uma menina que saiu de Guiné (atualizações *60* e *61*) informou a suspeita de dois novos casos (ainda não confirmados). Essas pessoas tiveram contato com a menina. O CDC realizou, em detalhes, o percurso da menina pelo país, identificando que 141 pessoas poderiam ter entrado em contato com ela. Destas, 84 foram localizadas e estão colocadas sob suspeita, embora não tenham apresentado os sintomas. Veja aqui. Continuando com as notícias dessa atualização, a China, que vem sendo criticada por não ser rápida em assuntos internacionais, está enviando uma equipe militar de elite para ajudar a combater o ebola. A equipe é especialista em enfrentar doenças, já que eles trabalharam na ajuda ao surto da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) em 2002. Além do exército, quase 500 profissionais da saúde serão enviados para a Libéria. Veja aqui. E, finalizando essa atualização, uma cúpula que encerrou nessa semana em Cuba reunindo autoridades de saúde dos 32 países americanos (incluindo EUA, em um acordo inédito de ajuda mútua com Cuba) visou montar uma resposta conjunta diante do risco de mais casos nas Américas. Veja aqui.

*64, 29/10/2014, 18h: pesquisadores detectaram o paciente zero do atual surto de ebola. Como informado na atualização *58*, o paciente zero era uma criança de dois anos, que vivia em um vilarejo em Guiné. A criança, o menino Emile Ouamouno adoeceu de uma doença misteriosa e acabou morrendo em dezembro. A menina, Philomene, de quatro anos, adoeceu também e morreu uma semana depois de Emile. A mãe das crianças, que estava grávida, e a avó delas acabaram morrendo poucos dias depois. Suzanne Beukes, da UNICEF, viajou até o vilarejo que fica próximo a região de floresta e disse que o local não tem sistema de saúde, o que pode contribuir com as mortes e o atraso na detecção da doença (que foi alertado pela OMS apenas em março, três meses depois do primeiro caso). Veja mais informações aqui. E, para finalizar essa atualização, a primeira notícia captada pelo HealthMap que relacionou uma estranha doença ao ebola foi noticiada cerca de duas semanas antes do alerta da OMS. O site guinéu informava que uma estranha doença estava levando a várias mortes. Veja a notícia aqui (em francês).

*63, 28/10/2014, 11h: a Austrália está negando, a partir dessa semana, vistos de entrada de pessoas que vieram de nações afetadas pelo ebola. A medida causou críticas por parte dos grupos de direitos humanos. A OMS recomenda que não se deva proibir o trânsito de pessoas entre os países, apenas recomenda que uma triagem e isolamento dos casos suspeitos deva ser feito. Veja mais informações aqui. E um dos médicos cubanos que estava trabalhando em Guiné no tratamento aos pacientes acabou morrendo, de acordo com um comunicado do jornal cubano Granma. Veja mais aqui. E a Toyama Chemical, uma farmacêutica ligada à Fujifilm Holdings (a mesma empresa conhecida por fabricar câmeras fotográficas), está realizando testes com a droga favipiravir, com nome comercial Avigan. O medicamento seria usado como um antigripal mas está mostrando resultados promissores em combater o ebola. Veja aqui. E finalizando essa atualização, uma interessante notícia sobre a importância do rádio nos países afetados para divulgar notícias sobre casos e medidas preventivas para o ebola. Como a maioria da população não fala inglês, o rádio se mostrou uma ferramenta poderosa ao divulgar informações no dialeto da população. "Antes, só emitíamos 15 minutos, três vezes por dia, em bassa. Hoje, passamos a três vezes e 30 minutos diários", disse Isaac Siegal, diretor de programação da rádio Gbehzohn, na Libéria sobre conteúdo divulgado na língua local, que teve aumento no tempo do rádio, justamente por conta do ebola. A notícia informa a realidade de outras rádios de outros países. Leia aqui (paywall poroso).

*62, 27/10/2014, 12h: o nova iorquino Craig Spencer (citado em *60*) teve uma piora em seu estado de saúde. As autoridades médicas informaram que ele está sob cuidados médicos. Veja aqui. E, no boletim de sábado da OMS, o número de casos de ebola passaram, pela primeira vez, a casa de 10 mil casos. O número total informado pela Organização é de 10.141 casos e 4.922 mortes registradas. A taxa de letalidade dessa atual doença é, aproximadamente, 48,5%. Veja aqui.

*61, 25/10/2014, 16h: a menina de dois anos diagnosticada com ebola em Mali (citado em *60*) morreu hoje. A notícia está sendo espalhada pelas mídias locais. Veja aqui. E a enfermeira Nina Pham, declarada curada ontem pelas autoridades médicas dos Estados Unidos, encontrou-se com o presidente Barack Obama na Casa Branca ontem mesmo. Ela participou, em seguida, de uma coletiva de imprensa, agradecendo pelos cuidados que recebeu. Veja mais informações aqui e aqui. E, finalizando essa atualização, a impressionante notícia de que, nos Estados Unidos, uma pelúcia em formato do vírus ebola está fazendo grande sucesso, acabando com os estoques do 'vírus de pelúcia' acabar nas lojas. A empresa Giantmicrobes é a fabricantes desses bichos de pelúcia e responsável por outros 'sucessos' como os agentes causadores da gonorreia e gripe suína. Veja aqui.

*60, 24/10/2014, 14h: o médico voluntário do MSF Craig Spencer é o terceiro americano com ebola confirmado nos EUA. A mídia americana reportou que o médico estava ajudando em Guiné a cuidar dos doentes quando retornou para os Estados Unidos dez dias atrás, ficando em sua casa em Harlem, um bairro em Manhattan, New York. Nessa quinta [dia 23], ele acionou as autoridades de saúde relatando febre e naúseas e foi transportado por uma ambulância até o hospital Hospital Bellevue, sendo escoltado pela polícia. O prefeito novaiorquino Bill de Blasio disse à imprensa que todos os protocolos de segurança foram tomados e que o médico está sob cuidados e que seu apartamento foi lacrado. Um teste confirmatório deverá sair nas próximas horas. Veja mais aqui e aqui. E Mali, um grande país africano que faz fronteira com Guiné, registrou seu primeiro caso confirmado de ebola. Uma menina de dois anos que veio justamente do país vizinho após sua mãe morrer (devido ao ebola) e ser trazida ao país por parentes. A menina está sob cuidados e responde bem ao tratamento, de acordo com o ministro da saúde malês. Veja aqui.

*59, 23/10/2014, 11h: o cão da enfermeira Nina Pham (citado em *48*) teve resultado negativo para ebola. O cão, que estava isolado em uma base aérea americana, poderia ter tido o mesmo fim que o cão sacrificado da enfermeira espanhola que também contraiu ebola (atualização *45*). Ele está atualmente sob os cuidados de uma equipe de zoonoses até a melhora de Pham. Veja aqui. E o G1 apresentou dados mostrando que o ebola tem uma taxa de expansão menor quando comparado com outras doenças, como  a malária, rubéola, catapora, aids e até mesmo a gripe (H1N1). O principal motivo de medo em relação a doença é a alta taxa de mortalidade e não possuir, até o momento, um tratamento de referência. Veja mais informações aqui.

*58, 20/10/2014, 14h: a enfermeira espanhola Teresa Romero, que havia contraído o vírus após cuidar de um padre doente (citado em *43* e *45*) teve o primeiro teste para ebola negativo. Entretanto é necessário realizar um confirmatório para descartar a possibilidade de erro ou baixa sensibilidade do exame. Veja mais aqui. E o consumo de carne de caça, sobretudo morcegos (como visto na postagem sobre ebola aqui no blog) pode ser o responsável por deflagrar o surto atual de ebola. Uma criança de dois anos é considerada o 'paciente zero' e vivia no vilarejo de Gueckedou, no sul de Guiné e próximo de Serra Leoa, dois países com alta número de casos da doença. Nessa região, o consumo de carne de morcego é comum. Para se ter ideia, em Gana, onde não há casos da doença, mais de 100 mil morcegos são mortos por ano para consumo. Entretanto, grande parte dessa carne se encontra cozida ou defumada, dificultando a transmissão do vírus. Veja mais aqui.

*57, 20/10/2014, 12h: a OMS declarou hoje, segunda-feira, que a Nigéria está livre do ebola. Após 42 dias sem registrar mais nenhum caso, a Organização Mundial da Saúde reconheceu os esforços para conter o vírus de forma surpreendentemente rápida e eficaz. "A epidemia na Nigéria foi derrotada. É um êxito espetacular que mostra ao mundo que o Ebola pode ser contido", disse Rui Vaz, representante da Organização. O último caso relatado ocorreu no dia 5 de setembro, após o liberiano Patrick Sawyer ter levado a doença para o país e contaminado cerca de 20 pessoas e sete mortes (caso registrado na atualização *4* e *5*. Último registrado relacionado à Nigéria na atualização *39*). Mais informações aqui.

*56, 18/10/2014, 20h: Fidel Castro, ex-presidente de Cuba ofereceu hoje, em um artigo publicado no jornal cubano Granma que, se os EUA quiserem, Cuba oferecerá ajuda para conter o ebola. "Temos prazer em cooperar com os americanos nessa tarefa; e não na busca da paz entre dois Estados que têm sido adversários durante tantos anos, mas pela paz no mundo, um objetivo que podemos e devemos alcançar", teria dito o revolucionário cubano. Ontem, em uma atitude inédita, o secretário de estado dos EUA John Kerry elogiou o papel de Cuba na ajuda internacional para combater o ebola. Ele estava se referindo ao envio de quase 160 profissionais cubanos para as áreas atingidas pelo surto (veja atualização *32*). O envio desses profissionais é "uma prova real de cidadania internacional", disse Kerry. Veja mais aqui e aqui.

*55, 17/10/2014, 13h: a Nestlé, empresa de origem suíça e uma das maiores produtoras de chocolate do mundo, está preocupada com o surto de ebola na África atinja países responsáveis pela produção de cacau. Costa do Marfim e Gana, países ao lado dos três principais que estão com casos da doença, são responsáveis por mais da metade da oferta da fruta ao mundo (produzindo mais de dois milhões de toneladas anualmente). A empresa doou mais de US$ 100 mil dólares em ajuda à Cruz Vermelha para conter o avanço do vírus. O medo já fez o preço do cacau subir 16,4% nesse ano na Bolsa de Valores de New York. Veja mais aqui e aqui, com informações daqui.

*54, 16/10/2014, 20h: a OMS amplia para mais 15 países africanos no controle contra o ebola. Os esforços estavam limitados aos três países do continente com casos: Guiné, Libéria e Serra Leoa. O objetivo é reforçar as fronteiras e evitar que a doença se dissemine ainda mais. Veja aqui. Isso se soma ao aumento dos esforços por parte dos países da União Europeia (UE) e dos EUA para evitar que a doença se alastre para mais países. Veja aqui. E, finalizando essa atualização, Marrocos anunciou hoje que desistiu de sediar os jogos da Copa Africana de Nações devido, principalmente, ao medo do surto. “Desde que a CAF (Confederação Africana) recusou todas as nossas petições e sugestões, vimo-nos obrigados a retirar (a candidatura) para preservar a segurança dos nossos cidadãos e, por isso, estamos dispostos a assumir as consequências da nossa ação”, como informado na fonte dessa notícia, aqui.

*53, 15/10/2014, 21h: uma segunda pessoa do hospital em Texas, Estados Unidos, deu resultado positivo para ebola. A imprensa americano identificou a enfermeira com nome Amber Joy Vinson que cuidava do paciente zero Thomas Duncan (citado na atualização *41*, *45*). Esse mesmo paciente acabou transmitindo o vírus para a enfermeira Nina Pham (citado na atualização *48*). Ambas estão isoladas e recebendo tratamento. Veja mais aqui e aqui.

*52, 14/10/2014, 19h: a ministra do Transporte da Libéria, Angeline Cassell-Bush, colocou-s em quarentena após seu motorista morrer devido ao ebola. Embora ela não tenha entrado em contato direto com o motorista, ela resolveu entrar em quarentena como medida de segurança complementar. Veja mais aqui. E, finalmente, uma boa notícia a caminho: a OMS poderá declarar, nos próximos dias, que Nigéria e Senegal não estão com surto de ebola. A doença, rapidamente contida nesses países, está caminhando para os 42 dias sem aparecimento de novos casos, o que é caracterizado como o fim da doença no país. Como a grande maioria dos casos o período de incubação e aparecimento dos sintomas é de 21 dias, o dobro do período de tempo é uma medida de prevenção afim de garantir que o país está seguro novamente. Veja aqui.

*51, 14/10/2014, 14h: Bruce Aylward, subdiretor-geral da OMS, disse hoje que até dezembro poderão ser cerca de 10 mil casos de ebola por semana. Há dois meses, a OMS havia dito que o número de casos chegaria próximo de 20 mil (atualização *37*). Entretanto, Aylward admitiu que o número de casos será bem maior do que esse número. Veja mais informações aqui.

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Veja as 50 primeiras atualizações na segunda postagem sobre o ebola.

Imagem que abre a postagem: original aqui.

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